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#meuLadoBasic - Michi Provensi

12/09/2016 08:00

#MeuLadoBasic

Mulheres para as quais existimos

Michi Provensi

“Minha irmã diz que sou uma mistura de Amélie Poulain com Forrest Gump. Acho que sou do Pequeno Príncipe com Alice”. Michi Provensi tem mesmo algo de fantástico. Modelo, apresentadora, escritora, DJ, modelo nas horas certas e cada vez mais escritora, ela se movimenta com liberdade pela vida. Seu grande desejo é o de sempre voltar para casa; talvez porque sua escrita a carrega pra lá longe.

Ouve com atenção, responde com cuidado e precisão.

Acabou de adotar um cachorro. Tem dois gatos. Todos os dias ela escreve para alguém que ama. Pode ser uma mensagem de Whats App mesmo. Escolhe os tecidos que veste pelo toque e leveza. Evita fast fashion.

Depois da entrevista, no caminho para a loja da Lado Basic no shopping Cidade Jardim, conta de um livro que pretende lançar. É uma parceria com o fotógrafo Marcio Simnch. Retratos dela, feitos por ele, durante três anos, em dias em que algo importante e emocionalmente valioso acontecia. “Fizemos durante o meu retorno de Saturno. Escrevia para ele o que eu sentia e fazíamos as fotos. São 11 imagens, meu número mestre”.

Michi tem 31 anos, paixão pela literatura fantástica e só pensa no Butão, seu próximo destino.

As básicas de Michi

Quais são suas bases?

Alegria, agir com o coração, estar aberta para a vida.

O que é básico pro seu dia a dia?

A primeira hora do dia eu dedico para os meus gatos e o meu cachorro. Gosto de cuidar de bichos. Exige paciência, assim como cuidar dos humanos. E todos os dias escrevo para alguém que eu amo.

O que é básico no seu estilo?

Estou sempre com peças leves, práticas, com as quais posso me sentir à vontade em qualquer lugar. A roupa tem que ser a segunda pele, é a extensão da alma, você escolhe o que você quer mostrar pro mundo pelo que veste. Porque o natural é ser pelado. O se vestir é uma mensagem.

O que é básico no seu guarda-roupa?

A gente vai mudando muito. Por ter ficado tanto tempo trabalhando com moda, evito o preto, que me remete ao regime da moda, peguei um bode... Uso preto, mas sempre com algo para quebrar, sabe? Escolho os tecidos com mais cuidado, penso na durabilidade, tento não comprar fast fashion.

O que é básico na sua biblioteca?

Uh! Eu estou relendo Guimarães Rosa, “Grandes Sertão Veredas”. Gosto de toda a literatura fantástica. Fernando Pessoa é uma coisa que sempre vem. Gosto muito da contracultura também. O meu livro preferido é o “Mestre e a Margarida”, do Bulgakov. Gosto da mistura que ele faz dos mundos, das pessoas questionando se estão loucas ou não. Esse questionamento é muito de hoje. Você tem que tirar onda da loucura, se não você sofre.

Que música é básica na sua formação afetiva?

“Must be the place”, do Talking Heads. É uma música de amor. (cantarola) “Home is where I want to be/ But I guess I’m already there”. Outras músicas já vieram, essa ficou. Voltar para casa é a nossa viagem, né?! É uma música que me deixa para cima. Não está nos meus playlists, mas aparece aqui e ali, entro em um táxi e está tocando. É uma música que me acompanha.

O que é básico para seguir em frente?

Fé.

O que é básico para ser inteira?

Presença.

O que é básico pra você?

Amor. Amor próprio é o básico do básico.

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