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#meuLadoBasic - Aninha Strumpf

19/08/2016 08:00

#MeuLadoBasic

Mulheres para as quais existimos  

ANINHA STRUMPF

 Por Mariana Abreu Sodré

A Ana queria um pão de queijo. Era final do dia, tinha a fome, o trabalho, o pai no WhatsApp, a vontade de ficar com os filhos, gêmeos. Mas, com uma calma que parece ser só dela, ela estava ali, dedicada a responder as perguntas. Pedia um tempo, atendia o pai e nunca deixava Max e Noah ausentes do papo. Nem dela. É um traço seu: a habilidade de ser multi, sem ser pela metade.

Faz muito tempo, um texto publicado na Vogue dizia que a Ana tinha um universo muito particular. Deu para colocar o pé ali. Seu mundo é o das cores, do tudo junto, da decoração, da ilustração, dos filmes de terror que o marido dirige, de um jeito pop de existir.

E delicado também. Tem a paixão por flores, a vontade permanente de voltar para o sítio onde cresceu, agora com a prole. Ela diz que mudou muito nos últimos três anos, depois de um longo período morando em Nova York. Viveu o que acredita: saber a hora de parar, de mudar, é básico. Como o vermelho. O do batom e o do vestido. E o do ketchup da família, que leva seu sobrenome.

Os básicos de Aninha

Quais são suas premissas básicas?

Afe, que difícil! Educação é básico, essencial. Mas é mais de sentimento que a gente está falando, né? De amor, de música, de cinema, de arte, de diversão. E de educação, de novo.

O que é básico pro seu dia a dia?

Minha rotina é bem importante. Acordar pontualmente na mesma hora, tomar café da manhã em casa, brincar com os meus filhos... é uma disciplina.

O que é básico no seu estilo?

Tirando o batom vermelho, tudo é básico. Pensando bem o batom vermelho também é básico, né? Eu já fui muito mais estampada, colorida. Hoje prefiro os clássicos. Por causa do trabalho, por ser mãe... é, acho que eu mudei muito nos últimos tempos, rs.

O que é básico no seu guarda-roupa?

Tenho uma gaveta inteira só de blusas listradas.

O que é básico na sua cinemateca?

Adoro cinema, sou casada com um cineasta. Assisti e assisto muitos filmes cabeça, mas os que mudaram a minha vida foram “E.T.”, “Mary Poppins”, “A Noviça Rebelde”. Fazem parte da minha formação afetiva. “E.T.” foi o primeiro filme que assisti no cinema. Há pouco tempo assisti com os meus filhos. Foi bem especial. Eles ficavam repetindo “E.T, phone, home”... e tinha o clipe “Thriller”, do Michael Jackson, quase um filme. Eu tinha o VHS. Na adolescência foi “Dirty Dancing”, sem parar, e “Grease”.

Que música é básica na sua formação afetiva?

São milhões provavelmente. Sou bem mais da black music, de todas as suas vertentes: jazz, funk, hip hop, soul. Gosto da Aretha Franklin, do hip hop old school como o do Grandmaster Flash, do soul de Tim Maia, da fase “caminho do bem” e tal... e tem o Marvin Gaye. Tudo isso sempre foi muito presente. Mas o meu primeiro vinil foi da Madonna, “Like a Virgin”. Mas hoje em dia ela me decepcionou, caiu na armadilha de não saber envelhecer, sabe? E ela sempre foi tão para frente... não é que acho que não pode fazer plástica, essas coisas. Tudo pode. Mas seria maravilhoso vê-la com rugas, envelhecendo...

O que é básico para seguir em frente?

Equilíbrio, foco, otimismo.

O que é básico para ser inteira?

Minha família. A vida mudou muito depois dos meus filhos. Viajo muito, sempre gostei de viajar. Hoje em dia, sem eles, não é tão legal.

O que é básico pra você?

Ir para o sítio, viver a natureza, ver meus filhos crescerem. Isso me motiva. 

 

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