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#MeuLadoBasic - Vania Goy

31/07/2017 23:29

#MeuLadoBasic

VÂNIA GOY

Por Mariana Abreu Sodré

 

Não sei como será com você, mas eu tive vontade de que as respostas de Vânia Goy habitassem (realmente) o que nos acostumamos a chamar de inconsciente coletivo (sorry, Jung). Jornalista, com passagem pelo mercado financeiro e vontade inicial de cobrir cultura e moda, a editora de beleza da Cosmopolitan (e autora do site belezinha.com.vc), fala de consistência, dedicação, amor, consciência, presença e sentido. Tudo isso com um lindo batom vermelho nos lábios, é claro.

“Quem me segue nas redes sociais pode ter a impressão de que experimento máscaras faciais o dia todo”, diz. “ Eu me estresso, faço reuniões, trabalho 12 horas por dia, fico com conjuntivite...”, e lê Albert Camus, ouve MPB raiz, pratica meditação e convive com cristais desde o ninho. “Cresci nos anos 90, isso explica parte do meu esoterismo, tinha coleção de cristais, era uma criança natureba”. Tudo tem um porquê. “E eu me lembro, da minha mãe, nos anos 80, sempre se arrumando, com maquiagens lindas, minha avó costurava...”, conta e remonta o seu universo, que é livre.

“Sobre padrões de beleza... poxa, o importante é identificar o seu rolê e buscar suas referências”. Rolê.O da Vânia é amplo. Vai do digital, “sou viciada em redes sociais, adoro o instagram e principalmente a interação com as pessoas” e analógico, “recentemente eu vi (David) Hockney no (Centre) Pompidou (em Paris), e fiquei impressionada com o poder arrebatador do ao vivo”. E, veja, ela se informa também pelas mídias tradicionais (jornais) e é louca por cenas, fotografias. “Com o tempo percebi que a imagem mexe ainda mais comigo que o texto”. A dela é sem filtro, naturalmente confortável como os tons pastel.

Quais são as suas premissas básicas?

Hoje é fazer o exercício de estar sempre presente.

O que é básico no seu estilo?
Gosto de roupas práticas, confortáveis e elegantes, que transitem em diferentes ambientes, porque sou do tipo que tem até três compromissos por dia.

O que é básico no seu guarda-roupa?
Uso muita alfaiataria, sempre tive fama de arrumadinha. Sou uma caçadora implacável de boas calças, coleciono camisas e sempre gostei muito mais de macacões do que vestidos. 90% do meu guarda-roupa é liso e em tons neutros, que combinam entre si, com licença poética para tons pastel, que são felizes e naturalmente confortáveis.

O que é básico na sua biblioteca?

Leio e releio Albert Camus e Raduan Nassar desde a época da faculdade de jornalismo. Gosto de como eles falam da condição humana e dos ambientes e paisagens que os cercam. E vivo rodeada de todos os tipos possíveis de manuais sobre alimentação saudável, óleos essenciais, meditação e tudo o que engrosse o caldo das minhas referências sobre bem-estar.

Qual música é básica na sua formação afetiva?
Meu irmão mais novo chama Vinicius por causa do Vinicius de Moraes, então tenho essa memória de ouvir discos de vinil com os meus pais tocando bossa nova. Mas o meu favorito era o álbum “Afro-Sambas”, com o Baden Powell. Daí foi um pulo para eu ouvir Caetano, Gil, Bethânia… Os anos passam e eu continuo ouvindo, basicamente, os mesmos discos de música brasileira.

O que é básico para seguir em frente?
Consistência. Não existe milagre, né? As coisas dão certo quando são feitas com dedicação e amor

O que é básico para ser inteira?
Fazer escolhas conscientes, desde como você cuida do seu corpo e da sua casa até as pessoas que estão ao seu redor. É preciso fazer sentido.

O que é básico para você?
Estar rodeada de pessoas amorosas, comendo comidas gostosas. De preferência com um belo batom vermelho.

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