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#meuLadoBasic - Vanessa Rozan

16/12/2016 08:30

#MeuLadoBasic

VANESSA ROZAN

@vanessarozan

por Mariana Abreu Sodré

Vanessa saiu da Lado Basic com um vestido da Lado Basic Meninas na mochila. Para a Pina, a filha com nome de bailarina e mood de exploradora, 5 anos. “A sacola é muito linda, mas coloco aqui, na mochila mesmo, obrigada”. Vanessa é do menos. Já vai tempo. Tem vanguarda, ela é. Basta dizer que, ali, no início dos primeiros anos de 2000, trocou uma carreira bem-sucedida na publicidade pela de maquiadora, deixando os pais de cabelos em pé – e ela de coração aberto. Nem tutorial de internet existia. Rebeldia? Um tanto, mas, mais uma vez, ela é moça sem excessos.

Antes da atual onda feminista, coisa de mais de dez anos atrás, já lia “O Segundo Sexo”, bíblia feminista de Simone de Beauvoir. “O segundo volume, que trata de questões pontuais do ser mulher”, diz. E depois completa, “mas claro, levando em conta os tempos atuais e o passado”.

As aspas têm mais a ver com discernimento compreendido do que com uma vontade dela de “regrar”. Dá para entender? Ela, que é mestranda em comunicação e semiótica, com pós-graduação em semiótica psicanalítica, poderia explicar melhor. Mas, posso dizer que só faria isso caso você solicitasse. De novo: menos. Até o make-up dela acusa: pouco e bem usado, na pele perfeita. Per-fei-ta. Nem sempre foi assim. Na adolescência Vanessa queria ser bronzeada… pois é, imagina. Estava em uma fase meio harê harê, sabe? Depois veio a metal, meio gótica, a artsy, quando estudou artes plásticas.

Tem um meme na internet (e Vanessa é toda in nessas coisas todas de web e tecnologias) que diz “I used to be a conceptual artist, now, I am Ok”. Pode–se aplicar à Vanessa. E ela segue mudando. Adora, por exemplo, trocar de casa (acho que foram quatro nos últimos oito anos) e de opinião, desde que a metamorfose seja muito bem embasada. Dizem que é um lance dos vivos e espertos, essa coisa de não fincar pé nas ideias, no material ou nos tempos. “Ir para frente, né”, ela diz no carro, sobre outro assunto, rindo, gargalhando. Vanessa gargalha, dança balé, abre espacate, dá aulas e faz maquiagens (para desfiles, campanhas, editoriais, programas de TV e WEB) em todo país e no exterior. Está sempre em movimento. Entende de astrologia, fica repetindo que é canceriana, com ascendente em virgem (e eu sempre acho que ela é virginiana), assume seus tropeços, fala baixo. Alguns desavisados a chamam de Vanessa Rosana, ou só de Rosana mesmo. Ela acha graça.

É linda, e não faz a menor ideia de quanto é linda. Por fora e dentro.

Há oito anos faz seu Liceu de Maquiagem, escola de make-up, prosperar. É Mãe de Pina, filha de Vânia (musa, gata), do sr. Ernandes (pense em um cara íntegro), irmã de Matheus (gato, mas bem loiro, de olho bem claro) e, informalmente, de Fabi Gomes, de Vito Mariella, de moi.

OS BÁSICOS DE VANESSA

Quais são suas premissas básicas?

Pontualidade, cordialidade e sinceridade.

O que é básico pro seu dia a dia?

Acordar com música, dormir no silêncio e sentir o cheiro da minha filha perto de mim.

O que é básico no seu estilo?

Saídas práticas para qualquer ocasião, peças espertas que me dão certeza de transitar pelos diversos universos do meu dia, mantendo a simplicidade e autenticidade sempre.

O que é básico no seu guarda-roupa?

Camiseta branca e calça jeans, cortes clássicos e cores neutras. Eu prefiro roupas que durem mais que uma estação e que fiquem comigo por muito anos.

O que é básico na sua biblioteca?

Leituras que me transformaram.

Que música é básica na sua formação afetiva?

Noturnas de Chopin, um k-7 de músicas italianas que meu pai tinha nos anos 80 e o álbum “Transa”, do Caetano.

O que é básico para seguir em frente?

Lembrar que nosso tempo é limitado e indomável.

O que é básico para ser inteira?

Viver o agora. Estar presente. Lembrar de respirar corretamente, com calma e praticar empatia.

O que é básico pra você?

Respeito. Consigo e com (todos) os outros.

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