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#MeuLadoBasic - Manu Carvalho

14/08/2017 10:54

#MeuLadoBasic

Manu Carvalho

Por Mariana Abreu Sodré

Inteireza. Parece palavra inventada, né? Mas tá lá, no dicionário, que lhe dá sentido citando qualidade ou estado de inteiro, integridade física ou moral. Foi a Manu Carvalho quem trouxe essa combinação silábica maravilhosa para a cena. Ela, que sabe tudo de moda, consultora de estilo, professora, stylist, figurinista, sempre foi de trazer o novo, e daí surpreender com o que faz sentido e aguça o tutano. É influencer desde sempre. Está na moda profissionalmente desde os anos 1990, quando passou por redações (Casas Vogue, Capricho), foi estudar modas em Nova York... para voltar, nos anos 2000 como “A” personal stylist. E o “a” em maiúscula é acerto de digitação e contexto.

É que a Manu veste corpos e cabeças. Convida a pensar. Relaciona a moda com tudo e tudo com a moda. No papo, vai da relação dos jovens japoneses contemporâneos com o sexo para o livro “Sapiens”. Vai do high ao low tech, do post da semana ao filósofo atemporal. Conecta tudo porque é assim, aberta. “Quando criança queria ser freira. Adorava ir à missa, estudei em um colégio católico por opção”. Até que, aos 17 anos... “vi um surfista passar pelo meu horizonte, parei de roer as unhas, fiz as mãos pela primeira vez, namorei, aprendi sobre meditação e budismo...”

“Sou ascendente em câncer ” diz, quando falamos sobre emoção. “Sempre tenho um lenço na bolsa”, que usa para acolher as lágrimas. E o signo, qual é? “Gêmeos”. Fica reticente. “Desculpa qualquer coisa, por todo e qualquer geminiano ou geminiana. Não é fácil pra gente também”. Rimos juntas. Mais de uma vez. Manu assume que tem algo Poliana, “mas nunca li o livro porque eu achava a capa horrível, muito poluída... entendi o enredo de uma outra forma e fui bem na prova”, relembra.  “Agora, é importante dizer que ser Poliana não significa não contestar, não questionar, se conformar. É outra coisa. Porque não dá para ser atropelada”.

Manu fala de ver o lado bom das situações. Sente saudades mas não é saudosista. Tem preguiça da preguiça. Quer saber sobre ancestralidade para tentar entender o futuro. Gosta dos verbos e das ações compartilhar e trocar. Reflete sobre como será quando “tivermos que” ao invés de “querermos”. Lê dicionário, ouve black music, ouve o que falam, reflete, não julga, opina. Dá aulas em cursos livres e especiais (cursodeestilo@gmail.com) na FAAP e em seu espaço, em São Paulo. É urbaninha mas gosta de praia.

Está sempre disposta a responder, mesmo as perguntas mais repetitivas. Diz que “brilho pode a qualquer hora, depende de você”. Refere-se ao lurex, ao paetê, remete à inteireza. Tem mais Manu abaixo. Só deslizar..

Quais são suas premissas básicas?

Bondade, verdade, respeito e equilíbrio.

O que é básico no seu estilo?

No meu estilo o básico é o conforto.

O que é básico no seu guarda-roupa?

Sempre busco materiais, modelagens, cores, texturas e estampas confortáveis. Meus materiais tendem a ser naturais; as modelagens descomplicadas; minhas cores são claras, neutras; as estampas clássicas e as texturas macias.

O que é básico na sua biblioteca?

Na minha biblioteca o básico são as obras de referência: livros de trabalho, de moda, de temas que tangenciam a moda e bibliografias. E o básico desse básico seriam os dicionários; de palavras, sinônimos e antônimos, etimológicos e de termos de moda nas línguas principais do negócio (português, inglês, francês e italiano). Sou bem nerd em termos de literatura (rs).

Que música é básica na sua formação afetiva?

Minha formação afetiva tem meus pais como DJs: música clássica e música brasileira. Quando eu pude escolher, entrei no universo black, que é o que eu ouço sempre. Eu não percebia que só ouvia música black, até que um amigo (o Cacá Ribeiro) chamou a minha atenção para isso (rs).

O que é básico para seguir em frente?

Para seguir em frente, eu acho básico ter paz e inteireza.

O que é básico para ser inteira?

Hahaha olha aí... rs

Para ser inteira, saber de si, gostar de si e apostar e si.

O que é básico para você?

Básico para mim é a natureza da vida.

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