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#MeuLadoBasic - Fabiana Kassin

11/10/2017 01:15

#MeuLadoBasic

Fabiola Kassin

Por Mariana Abreu Sodré

Your Song’, aquela música do Billy Paul, me faz chorar”, diz Fabiola Kassin. Mas calma aí. “Não porque me remete a alguma coisa especial... eu acredito muito num estudo que diz que existe uma fórmula, uma sequência de notas musicais, que, se seguida corretamente, emociona”, completa a autora do canal de YouTube hypnotique.com.br. Fabiola é assim, prática. E não se importa quando sua franqueza é confundida com grosseria. “Porque não é mesmo. Eu só não tenho paciência para delongas. O mundo precisa de verdade e autenticidade”. E é isso que ela propõe em seu canal. “Post pago, publicidade, merchan? Nunca vou aceitar”, afirma ela, casada com o midas criativo Erh Ray, mãe de dois adolescentes.

“A profissão mãe foi a melhor escolha que fiz na vida”, conta ela, que foi consultora de branding antes do termo e função serem populares, além de uma das cabeças do inovador Mercado Mundo Mix. “No começo fiquei meio encanada em só ser mãe, achava que estaria sem produzir, sem render. Daí, percebi que estava fazendo o melhor investimento da vida, relaxei e aproveito muito desde então”. Hoje os filhos têm 15 e 12 anos. “Deixo muito claro que a autenticidade, a verdade deles com eles, é essencial. Que eles não devem fazer nada esperando algo em troca, e estou sempre reiterando que, se fez uma coisa meio assim, aqui, não demora, e a vida lhe cobra ali”. Os três ouvem rap de manhã, no caminho da escola, e às vezes compartilham vídeos juntos no Stories do Instagram (e são demais!). Também dividem a sala de aula de dança. “Dançamos hip hop, eles estão no nível adulto! É divertido, mas deixo bem claro que é ‘cada um no seu canto’, que não vale gongar”, ri.

Fabiola comenta que muitas mulheres da sua faixa etária estão em crise “porque criaram personagens para lidar com algumas situações, e daí, a conta veio”. Acredita que estamos na era da verdade (oba!) e que a linha “PÁ, ACORDA!” é essencial – por isso, criou o Hypnotique, “com a pronúncia em francês”, frisa. “Todo mapa astral que eu fazia indicava que eu tinha que fazer algo voltado para a comunicação. Um deles, que fiz uns 20 anos atrás, dizia que era um karma, porque em uma vida passada, era uma líder de massas e enganei muita gente”. Conta mais, eu peço. “É isso. Mas nunca tive vontade, agora deu”. Simples assim. “Sou prática”. Confirmou: montou o look da foto em menos de 10 minutos.

Em sua fala, Fabiola repete “autenticidade” muitas vezes. Nela, está nos cabelos curtíssimos, que corta em casa, raspando a nuca no barbeiro. Diz que está de “saco cheio dos discursos feministas, de empoderamento”. Antes de se despedir, se vira faceira quando ouve “Está gostosa, hein?!”, de um amigo. Não dá um beijinho no ombro, mas é quase isso.

AS BÁSICAS DE FABIOLA

Quais são suas premissas básicas?

Básico para mim é não ter trabalho para ser quem você é. Sigo a minha vida com autenticidade, e é isso que quero passar para os meus filhos. Ser feliz com a sua vida, sem dever nada para ninguém, não criar personagens para suportar as coisas da vida, não depender de ninguém, não fazer nada esperando algo em troca.

O que é básico pro seu dia a dia?

Ginástica é primordial para a cabeça. Minha terapia é a aula de dança, a ginástica e escutar música. Nunca fiz terapia. Fui ao psiquiatra uma vez, porque estava me sentindo muito pra baixo, cheguei em casa com a receita e me dei conta que era TPM.

O que é básico no seu estilo?

Meu corte de cabelo. É prático, fácil. Tenho o cabelo curto desde os 12 anos. Minha mãe cortou para me castigar porque eu não cuidava do cabelo (rs), nunca mais quis deixar crescer.

O que é básico no seu guarda-roupa?

Calça jeans e camisetinhas. Quanto mais “velhas”, melhor. Meu guarda roupa é verde militar, azul marinho, preto, branco e cinza. E é tudo separado por cor.

O que é básico na sua biblioteca?

Não consigo ler, adoraria. Falo para a minha mãe que devo ter tido DDA na infância e não fui tratada. Com a idade fica pior. Por outro lado, sempre fui multitasking, tive a capacidade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. Mas concentrar em uma coisa só, não.

Que música é básica na sua formação afetiva?

“Your Song”, do Billy Paul, me faz chorar. Não remete a nada em especial. Mas eu acredito naquele estudo que diz que há uma fórmula ideal para emocionar com as músicas, sabe?

O que é básico para seguir em frente?

De novo, autenticidade. Quem não acredita em si, depende da aprovação dos outros, fica vulnerável e se deprime.

O que é básico para ser inteira?

Autoconhecimento e autenticidade.

O que é básico pra você?

Estar junto da minha família. Fazemos tudo juntos. É muito bom. Todo mundo vem perguntar, ‘como você consegue?’. Com autenticidade e verdade, oras.

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