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#MeuLadoBasic - Za Santori

01/10/2017 18:29

#MeuLadoBasic

Za Santori

Por Mariana Abreu Sodré

André Giorgi, fotógrafo e parceiro da Lado Basic, ouvia e dançava a música “Boom Boom”, antes de Za Santori, a autora do som, chegar à loja dos Jardins para essa entrevista e ensaio. Bi Rivetti, a estilista e diretriz da marca, observou que a cantora “sorria com os olhos”. Za é toda encantamentos. É Luiza Sartori, 22 anos, alto astral, cara lavada, cabelos secos ao vento. É fresh como “Boom Boom”, seu single de estreia, destaque da Billboard.

Filha de médicos, enveredou pela música, determinada a crescer e a boombar (assim mesmo, com duas letras ós). Não duvide. Aos 12, já era aluna convidada da escola do Ballet Nacional de Cuba, “passei um mês lá, foi como estourar a bolha e conhecer a realidade”. Aos 15, estudava negócios da música em Miami, “sempre soube que era o meu caminho”. Aos 17, era produtora e faz-tudo do excêntrico cantor Reinaldo Kherlakian. Aos 20, trabalhava em uma editora de música, “Coy Freitas (produtor, agitador e sabe tudo da cena musical) tornou-se o meu mentor, é para ele que ligo quando preciso de luz”. Ou melhor: mais luz.

Za já brilha. “Depois de um tempo trabalhando para outros artistas, decidi trabalhar para mim”, conta ela e ri. E ri porque faz o que ama. “Quer dizer, nem parece que é trabalho o que eu faço, de tanto que eu amo”. “Boom Boom” é um dos três singles de Za lançados neste ano. O trio de músicas iniciais foi produzido no Hyperballad, estúdio novaiorquino que já recebeu artistas como Rihanna, The Killers, Yoko Ono, Regina Spektor e Azealia Banks. O rapper americano GypJaq é parceiro na supracitada (e contagiante) “Boom Boom” – e vem a ser parceiro e ex-colega de escola de Azealia Banks. “Minha ideia é lançar cada um desses singles com um clipe a cada dois ou três meses”, diz. “A velocidade hoje é alta”. O clipe de “Meu Beijo” terá o ator Caio Castro como co-protagonista, sugestão do fotógrafo e diretor André Schiliró.

Rápida e intensa, Za escolheu o quimono para essa foto em segundos, “adoro verde musgo e sou assim, bem básica”, explicou. No palco e nos clipes é o oposto, “Daí, abuso mesmo, misturo tudo, brilho, acessórios”. Os shows acontecem semanalmente, pelo Brasil todo. Buchecha, Davi (da dupla Bruninho e Davi) já foram alguns parceiros. “Gosto de misturar estilos, sem preconceitos. A troca é muito importante. Agora estou estudando uma parceria com um rapper”, adianta.

Curiosa para saber do som? O melhor é ouvir. O estilo? É de Za, é pop, alto astral. Coloca Za Santori no Spotify, ouça e veja no Youtube, e prepare-se para dançar e cantar, repetindo a batida e o refrão ao longo do dia... cola!

Quais são suas premissas básicas?

Ser feliz, promover o bem, conseguir transformar para melhor a vida das pessoas que estão à minha volta. E a música é um caminho para isso, né?

O que é básico pro seu dia a dia?

Pode parecer clichê, mas música é o meu essencial todos os dias. Diariamente, quando acordo, pratico o vocalize, que é como uma musculação para a voz. Depois faço minha ginástica.

O que é básico no seu estilo?

Salto alto, que não é nada básico (ri). Mas sou baixinha, então é indispensável.

O que é básico no seu guarda-roupa?

Adoro verde musgo, preto e cinza. Sou assim, bem básica, no dia a dia. Daí, no palco e clipes, abuso mesmo, misturo tudo, brilho, acessórios. Produzo 90 % dos meus looks, e tenho muita sorte de contar com a ajuda de uma amiga, a Carol.

O que é básico na sua biblioteca?

Só leio livros sobre música.  Eu sei que pode parecer chato, mas não é, porque curto demais ler coisas que me ensinam alguma coisa. Um dos mais recentes que li foi “Yaeh! Yeah! Yeah The Story of Pop Music from Bill Haley to Beyonce”, de Bob Stanley. É muito interessante ver os erros e os acertos, as estratégias, a trajetória das grandes estrelas. E, sabe, eu até tento ler um romance, mas… ah, a vida desses artistas ícones é um romance, né?!

Que música é básica na sua formação afetiva?

Pode ser artista? Prefiro… Edith Piaf, Nina Simone e Alcione. Elas tiram sentimento, pegam na alma, você sente o que elas estão sentindo ao cantar.

O que é básico para seguir em frente?

O apoio da minha família. Eles são demais, meus melhores amigos. Tenho sorte demais.

O que é básico para ser inteira?

Acho que o mais importante é você se sentir completa e inteira sem depender de qualquer bem material. Estudo ioga há muito tempo, e a meditação me ajuda muito, meu pai foi para a Índia e me ensinou algumas técnicas. Quando vou me perder, vou atrás do reencontro do meu eixo.

O que é básico pra você?

Minha família é o meu básico. Eles são as bases e a minha estrutura. Somos um grude. Eles acreditam muito em mim, são os meus melhores amigos, o meu básico.

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