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#meuLadoBasic - Astrid Fontenelle

05/12/2016 10:53

#MeuLadoBasic

ASTRID FONTENELLE

@astridfontenelle

por Mariana Abreu Sodré

TV ligada no GNT, Astrid Fontenelle, Barbara Gancia, Monica Martelli e Maria Ribeiro recebendo Karol Conka no sofá do programa Saia Justa. Cada uma revelou seu criado mudo, um pedacinho bem pessoal da vida, você sabe. Uma mostrou os livros, outra, as guloseimas... Astrid? Apresentou livros, uma pilha deles, alguns vibradores e imagens religiosas, umas velas perfumadas, remédios para a tireoide e acho, não tenho certeza, algo do querido Gabriel, o filho “muso” e sem instagram da jornalista e apresentadora. Um sem fim de um tudo, que é a cara dela.

Na Lado Basic, teve um momento que todos babavam nela (eu mais) e ela ali, simpática, presente, participativa, de boa. Astrid é de boa. Não confunda com calminha. Acompanha política, participa da política. Acompanha o feminismo, participa do movimento feminista. Fala de bom senso, do uso das redes sociais, daquilo que nem quem tem muito dinheiro pode comprar e daquilo que o dinheiro pode comprar (luxos, sim). 

O papo vai da miséria do Maranhão (que ela se empenha em tentar erradicar, principalmente por meio da ONG www.plan.org.br, a Plan International Brasil) aos últimos lançamentos da marca nicho luxo máximo, passando da indignação para o maravilhamento. Mais ou menos como faz quando lê (e comenta) manchetes dos jornais e compartilha lançamentos de moda no instagram stories. Você já viu? Vale a pena. É como um antídoto para o fla-flu, para a tal da dicotomia atual. Não confunda com meio termo, por favor. Não é. É personalidade. Poder analítico, informação. Coragem, de coeur + age, que significa agir com o coração, no caso de Astrid, sem esquecer o cérebro.

Agir com emoção e somar razão. Foi meio isso, aliás, que um executivo tentou fazer quando abordou Astrid no corredor do JK Iguatemi. “Com licença, estou olhando você de longe, mas não consigo lembrar da onde conheço você. Você era advogada do banco? Em qual banco trabalhamos juntos?”. Astrid disse que nunca trabalhou em um banco. “Poxa, mas você é tão familiar, tão”. Astrid sugeriu: “Quarta-feira à noite, no canal GNT, programa Saia Justa?”. Eles deram risada. E ele saiu sem constrangimento, sentindo-se acolhido. Astrid tem isso, acolhe.

Astrid nos faz lembrar de toda mulher sacudida e admirável que conhecemos, e também daquela que berra – ou fica mais quietinha – dentro de nós, indiferente ao gênero. Que sorte a Lado Basic tem. Que sorte.

OS BÁSICOS DE ASTRID

Quais são suas premissas básicas?

O básico da vida é viver em harmonia, que significa estar sempre com a coluna ereta, no foco, na paz. A vida, para mim, é um rio. Um rio que, de vez em quando, faz uma curva mais rápida, tem umas pedrinhas, uma pequena descida. E essas coisas que eu falei funcionam como uma canoa mais firme para suportar essas quedas. Eu já tive várias. Mas tenho viajado bem no percurso da minha vida desta forma.

O que é básico pro seu dia a dia?

Eu não durmo sem dar um beijo no meu filho, sem antes ler e rezar com ele. Nas noites em que não estou em casa para fazer isso, vou ao quarto dele para dar um beijo e benzer. É básico. Como é básico para mim acordar e, antes de sair da cama, mentalizar, fazer uma espécie de meditação, que eu mesmo desenvolvi. Fico de olhos fechados, acordando o corpo e pensando que eu vou ter um bom dia, um dia bom para mim e para o meu filho. E tem o remédio para a tireoide que é muito básico também, tenho que tomar todos os dias e não posso começar o dia sem eles

O que é básico no seu estilo?

Cada vez mais, roupas básicas, mas que tenham uma assinatura. É uma calça jeans com um camiseta que tenha um caimento diferente, um paranauê. Mas já fui uma mulher de usar muitas estampas, fazia matches, crashes de estampas. Uma vez a Costanza Pascolato, que só veste preto, disse que só eu poderia usar estampas daquele jeito. Eu não uso mais, mas tenho essas peças guardadas porque são de artistas maravilhosos, como a Vera Arruda, que já faleceu, Adriana Barra… agora, eu dei um clean na coisa toda. Esse agora, eu acho, começou depois do Gabriel. Porque com uma criança engatinhando eu não conseguia estar em cima de uma plataforma ou toda montada, ele queria puxar o brincão, fui ficando mais prática.

O que é básico no seu guarda-roupa?

Ah, tênis e sandálias rasteiras, lingeries superconfortáveis, nada de sutiã com alça apertando. E adoro muitas pulserinhas e colarzinhos, para mim são básicos. Agora, os meus tênis não são muito básicos não. Nem minhas sandálias. A Birkin, por exemplo, tem que ser prateada ou dourada.

O que é básico na sua biblioteca?

Biografias. Eu adoro, sou apaixonada pela vida dos outros. Ler para mim é básico porque com a leitura a gente viaja, vai pela vida dos outros, por diferentes lugares do mundo, pensamentos, ideias, culturas. E quando quer parar, fecha o livro. Gosto muito de ler sobre o Oriente, gosto muito da Índia.

Que música é básica na sua formação afetiva?

Tenho várias. Mas as músicas básicas da minha vida, aquelas que eu posso ouvir o dia todo, são as brasileiras. Gilberto Gil, Caetano Veloso, muita Bossa Nova, que acho maravilhoso. Essas são as músicas que fazem a trilha sonora da minha vida. Não me aceleram, nem me tiram da linha, me deixam no mood.

O que é básico para seguir em frente?

Cuidar da minha saúde para ver o crescimento do meu filho.

O que é básico para ser inteira?

Saúde mais uma vez. Tive um baque na minha vida. Tenho lúpus, que é uma doença crônica. Quando me deram o diagnóstico, me disseram o que era, que eu teria que me cuidar para o resto da minha vida, eu pensei “vou vencer essa parada aí porque meu filho não vai sofrer por causa disso”. Tive muito foco, muita fé e crença absoluta nos meus médicos. Muita. Eu não pesquiso nada. Os médicos disseram para não pesquisar nada, principalmente na internet, porque tem muita coisa defasada sobre o lúpus. Até porque, sem conhecimento, a pesquisa na web é como a prática do estudante burro que lê, não entende nada e faz copy–paste. Então, não li nada, e nem procurei quem tem a doença para conversar.

O que é básico pra você?

Nota da entrevistadora:

Então, eu esqueci de fazer essa pergunta. É que emendamos em um papo sobre as meninas “superesclarecidas” dos movimentos feminista e negro. A Astrid estava tão empolgada falando dessas meninas de 16 anos empenhadas em cessar o preconceito, agindo e não só discursando, que eu, basicamente, esqueci do que era tão básico... mas talvez seja isso: poder feminino. Como ela, Astrid, tão bem representa.

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