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#meuLadoBasic - Alexandra Loras

03/10/2016 20:30

#meuLadoBasic

Mulheres para as quais existimos

Alexandra Loras

@alexandraloras

 

Ao fim do café, Alexandra Loras quis se certificar de que nosso papo havia rendido conteúdo suficiente para este texto. Rendeu para escrever um livro… Mas serão 2 mil caracteres, ou 2 mil toques no teclado. É o formato. Até para quem, como ela, gosta de quebrar os padrões.

Para começar, Alexandra quis saber do processo criativo das peças, assuntando tudo com a Bi Rivetti, com o genuíno interesse das interessantes. Depois de ouvir sobre as posições da marca, seu sistema de trabalho justo, a parceria com a ONG Arrastão, Alexandra partiu para as araras. Entre um look e outro, falou do quanto admira o design nacional e da decisão dela e do marido, Damien Loras, ex-cônsul geral da França no Brasil: eles seguem no Brasil, depois de encerrada a temporada diplomática. “Estamos em um tempo de mudanças e me anima ver que o Brasil aceita melhor as transformações que outros países”, diz a francesa.

Ela não fala como espectadora. Alexandra é atuante, tem vivência, causa, como ela diz, missão. Está por trás ou à frente de diversos projetos ligados ao empoderamento das mulheres e dos negros. Dá palestras em escolas públicas, no TED X São Paulo, assina artigos e fala sobre os temas de exclusão para mídias como Vogue e Folha de S. Paulo. Comanda um site, o alexandraloras.com, cria um filho, “um dia não é completo sem um momento de qualidade com ele”, vai lançar um livro sobre os grandes negros da história mundial (“Gênios da Humanidade”, com perfis de brasileiros como Machado de Assis e André Rebouças), e também um quadro em um programa de TV, em que abordará os preconceitos cotidianos de maneira inteligente.

Jornalista e cientista social, ela apresentou programas de música na TV francesa e elaborou uma tese de mestrado sobre a “invisibilidade do negro na televisão francesa”. Isso diz muito sobre ela, que convida quem acha que falar de preconceito racial é mimimi a viver as experiências de uma negra, de um negro, mesmo em um país com a segunda maior população negra do mundo. Topa? “É um despertar necessário, e fico feliz quando vejo brancos empenhados pela democracia racial. Quando cheguei ao Brasil, imaginei que veria personagens negros nos desenhos animados, nos livros didáticos...”

Alexandra ri com vontade, tem base acadêmica, e, agora, um endereço fixo em São Paulo. Sobra ali senso de estilo. Saiu do provador da Lado Basic radiante, em um look acidentalmente blanc, bleu e rouge. Mas, olha, tem muito verde e amarelo ali.

As básicas de Alexandra

Quais são suas regras básicas?

Fazer tudo com essência, paixão, empatia. Sempre enxergar o outro como alguém que seguramente tem uma história fantástica para contar e potencial de agregar valor.

O que é básico pro seu dia a dia?

Um dia não é completo se não tiver um momento de qualidade com o meu filho, se não fui estimulada intelectualmente, se não aprendi alguma coisa.

O que é básico no seu estilo?

Matérias naturais como seda e algodão.

O que é básico no seu guarda-roupa?

Acessórios que contam uma história. Aprendi isso no Brasil.

O que é básico na sua biblioteca?

“Minhas Estrelas Negras”, de Lilian Thuram, que fala sobre as grandes figuras negras da história. Mexeu muito comigo, muito mesmo. A partir dele, decidi fazer o meu mestrado sobre a invisibilidade do negro na televisão francesa.

Que música é básica na sua formação afetiva?

As de Adriana Calcanhoto. É uma poeta, que canta com o coração, com a alma. Aprendi muito português ouvindo as músicas dela.

O que é básico para seguir em frente?

Missão, causa.

O que é básico para ser inteira?

Iboga. É uma planta sagrada que me ajudou muito a me alinhar. Fiz Ayahuasca primeiro e depois Iboga e foram as duas coisas mais transformadoras da minha vida. Há quem enxergue essas plantas sagradas como algo inferior e não dá a devida atenção ao que se refere ao que é ancestral, ao povo da terra. Esses povos têm muito a nos ensinar, principalmente no que diz respeito ao cuidado com a Terra em que estamos vivendo. A mistura de culturas poderá nos ajudar a evoluir ainda mais. Porque esses povos conseguiram respeitar o planeta. Seria interessante parar de destruir o planeta e olhar para esses povos para continuar em frente e ver o quanto já fizeram por nós. Eu espero que em alguns anos possamos olhar para trás e pensar sobre nós mesmos: “Imagina, faziam isso! Eles se matavam!”...

O que é básico pra você?

Amor e humor. Generosidade. E essência.

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