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#MeuLadoBasic - Tatiana Rosato

29/01/2018 11:34

#MeuLadoBasic

Tatiana Rosato

Por Mariana Abreu Sodré

Morri de vergonha ao ouvir a entrevista da Tatiana Rosato. É que eu falei tanto (ok, quase mais) do que eu a ouvi. Relações-públicas, consultora de marcas de luxo, dá essa vontade: oferece uma troca, convida a refletir, gosta de ouvir, dá espaço. Tem uma suavidade acolhedora, uma gentileza rara. E quando fala (ao menos quando eu a deixei falar) expressa pensamentos interessantíssimos, valores, sensações, reflexões ricas. Portanto, nesse texto, a voz é quase toda dela. E é doce, pausada, baixa, uma delícia de se ouvir.

Ela diz que se sensibiliza com a verdade, vive o momento, sente, respeita e se respeita. Ajudou a montar a narrativa do Hotel Fasano no país. “Foi como uma nova faculdade. Não gosto do nome luxo, mas entendo que denota cuidado, detalhe, excelência. Hoje trabalho com moda e joalheria, com marcas que têm esse mesmo cuidado. Tem que ter encantamento e verdade para funcionar. Não tenho interesse e não seria feliz trabalhando em outra filosofia”, conta. “Eu sou dessas pessoas que ama segunda-feira”.

“Minha consultoria é sempre voltada para experiência, fidelização de clientes, que é o que a hotelaria me deixou como expertise mais forte. Eu sou apaixonada por detalhes, tenho isso de querer cuidar”. Tatiana é mãe de João, 6 anos. Ela cresceu em Goiânia, entre a cidade e a fazenda da família, “um lugar muito especial e particular”, veio para São Paulo estudar publicidade. Nas férias, na fazenda, João tem contato com a natureza extrema, intensa, a oportunidade de viver um “ritmo bem oposto ao da cidade, sem telefone, sinal de internet, televisão”, diz ela, elegante. “Porque é um desafio criar um filho nesse imediatismo, com tantas telas, tantas opções, tanta frivolidade”, comenta. “Vivemos um ritmo exagerado, a ilusão da velocidade, da falta de tempo. A volta para a dança foi muito importante para me mostrar que leva-se tempo para evoluir, para conquistar um alongamento, um movimento, para entender... o tempo, o interno e o externo. Retomei as aulas de dança para reconectar comigo”.

“ Por motivos diversos fui tirada da minha zona de conforto e percebi que se eu não me colocasse como vítima, eu me fortaleceria, cresceria, aprenderia. Não é fácil enxergar isso, ainda mais no meio do processo.  Mas quando você chega a esse lugar é muito bonito. Transcende a compreensão, é ligado ao sentir e não ao entender”. Poxa, Tati, por que eu falei tanto? “Sabe que tenho a impressão de que estamos na era da verdade. Demorou para chegarmos nela, para as máscaras caírem e valeu tão a pena. Tenho esperança no presente e no futuro”. Quero ouvir mais a Tatiana. Eu disse isso para ela no nosso papo. Ela sugeriu um jantar, “com calma”. Eu já aceitei. E vou fazer as mãos, escolher um esmalte bem bonito. É que não bastasse ser tudo isso que diz (e se  parecer com a Audrey Tatou) e tocar piano e dançar balé e ser competente e ser uma mãe zelosa e ser chique na alma, no corpo e na vida, Tatiana ainda tem as mãos mais bonitas que já vi. “Meu marido também adora, está sempre elogiando”. A moça merece.

QUAIS SÃO SUAS PREMISSAS BÁSICAS?

A verdade. Dia desses estava falando com uma amiga, num daqueles dias de desabafo… eu não estava bem com uma situação em especial, de trabalho. Porque não quero “jogar o que chamam de jogo”, e muitas vezes tenho que voltar para casa com uma frustração por causa dessa escolha, mas vale a pena.

O QUE É BÁSICO NO SEU ESTILO?

Qualidade. Sou avessa a quantidade, gosto de conferir e admirar até o avesso da peça.

O QUE É BÁSICO NO SEU GUARDA-ROUPA?

Camisetas estilo navy, com listras, jeans, blazer… eu tenho muita essa influência do guarda roupa masculino no meu modo de vestir, gosto de camisa, de sapato fechado. Fico me segurando para não usar uma gravata (rs), comprei uma de tweed , linda.

O QUE É BÁSICO NA SUA BIBLIOTECA?

Sou mais de revistas. Gosto muito da Amarello, onde leio matérias muito interessantes. Li uma entrevista da Pascale Mussard, da Hermés. Eu a conheci como hóspede do Fasano e ela é a personificação do que eu considero chic: tem uma visão contemporânea e cuidadosa do mundo, uma genialidade, um trabalho com propósito e valor, uma simplicidade que é elegância pura. Gosto muito de biografias, de histórias reais. Li a biografia de Peggy Guggenhein e gostei muito. Ela teve uma infância triste, perdeu o pai no Titanic, tinha que marcar horáirio para falar com a mãe, e nada pode ser mais pobre que isso… e ela morava em frente ao Central Park.

QUE MÚSICA É BÁSICA NA SUA FORMAÇÃO AFETIVA?

Tem uma música que eu adoro e que estava ouvindo com o meu pai – ele não tem iPhone, essas coisas, e estou sempre mostrando coisas para ele. É a música tema de Cinema Paradiso interpretada pelo Yo Yo – Ma. Eu amo o trabalho dele, especialmente esse disco com músicas do Ennio Morricone. Adoro música instrumental, minha mãe também. Acredito que essas músicas nos aproximam de Deus.

O QUE É BÁSICO PARA SEGUIR EM FRENTE?

O Sol. Gosto demais de luz natural.

O QUE É BÁSICO PARA SER INTEIRA?

A minha família bem, a certeza da saúde dos meus.

O QUE É BÁSICO PARA VOCÊ?

Conexão, sentir, tocar, intuir e a verdade.

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