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#MeuLadoBasic - Melanie Bittencourt

15/03/2018 23:06

#MeuLadoBasic

Melanie Bittencourt

Por Mariana Abreu Sodré

Melanie é bonita demais. Não à toa, ganhou a vida como modelo, por muitos anos. Mas não foi só a beleza de fora que a levou longe. Ela tem camadas. Divertida, nada óbvia. Tem beleza em cada coisa que ela diz. E nas surpresas, como o surfe, nova paixão.

Bitticolares. Esse é o nome da marca de acessórios de Melanie, lançada oficialmente em 13 de dezembro de 2016, “13 e 8 são os meus números da sorte”. Muito antes disso, ela já criava. “Comecei há 12 anos, quando mudei de Nova York para o Rio. Eu tinha o hábito de usar echarpes porque gosto do assimétrico e roupas são simétricas, a echarpe quebrava isso, deixando tudo bem orgânico. No Rio, substituí o acessório por colares por causa do clima, com a mesma intenção, e passei a criar a minhas peças”, conta ela. “Cheguei a desenvolver uma coleção para a Lenny (Niemeyer) na época. Fiz algumas outras peças para amigas. Mas a marca só veio mesmo no ano passado”. Por que? “Porque me senti pronta, deu vontade. Senti que era a hora, que era de verdade, que era para ser. Fiz um evento na minha casa, coloquei online, na vida”. O colar que hipnotiza na foto acima é uma de suas criações. “São peças únicas, que crio a partir de formas e cores, assimétricas, cores que teoricamente não se combinam, para que o colar combine com tudo, com todas as peças do guarda-roupa”, ela explica.

Partem dessa vontade de… “simplificar, sabe?”, ela diz, e respondo que sei. “Quero me organizar mais para deixar tudo ainda mais simples. Organizar o meu tempo. E não quero ficar presa às regras do mercado, vou experimentando diferentes formas de processo criativo”. E, então, conta um segredo do desenrolar de suas criações. E eu o guardo porque combinei assim com ela.

Melanie fala da filha, da mãe, da infância na fazenda no Espírito Santo, do tanto que gosta de montar quebra-cabeças com a sua pequena, “que tem os olhos do pai”, e de viajar com a família. Conta do marido, que ela o ama, e que ele decidiu começar a surfar “e me deixava lá na areia”. Mas ela não ficou quietinha lá não. Descobriu que, apesar de não gostar de praia, gosta do esporte e quer “aprender a nadar direito porque ainda tem um certo trauma de mar”. Diz que não volta a restaurante com o menu delicioso mas com uma frequência entediante. “É que eu gosto de gente, de gente diferente, gosto de estar com as pessoas, de observar”, explica. Dá a entender que ela valoriza o essencial, o que faz a diferença, não só o cenário completo. Tem a ver com sensação. Não é a praia, mas o surf. Não é o sabor que a alimenta, mas a troca humana.

No estilo, é bem despojada e ama blazers e “partes de cima, tops, camisas”. São peças que ficam mais perto dos colares, né? Diz que savoir faire é qualidade básica de qualquer ser humano. Ela tem de sobra.

Quais são suas premissas básicas?

Verdade, sinceridade e originalidade.

O que é básico pro seu dia a dia?

O tempo com a minha filha. A correria do dia a dia nem sempre ajuda, quando não consigo ficar de verdade com ela em um dia, eu já sinto saudades.

O que é básico no seu estilo?

Blazer e os colares. Gosto do assimétrico, de quebrar a simetria com formas e cores.

O que é básico no seu guarda-roupa?

Blazer não pode faltar e tenho dificuldade para comprar calças e jeans, por isso tenho cada vez menos interesse em ter essas peças.

O que é básico na sua biblioteca?

Atualmente tenho lido mais livros sobre moda, mídias digitais, mercado e comportamento. Mas gosto mesmo de biografias. Lia muito quando era novinha. Tinha mais tempo.Estou com vontade de reler “Christiane F.” e “Diário de Anne Frank”, os livros preferidos da minha pré-adolescência, como quem revisita, na fase adulta, uma casa de veraneio que marcou a infância.

Que música é básica na sua formação afetiva?

Bossa nova e música brasileira. Gosto de música boa. Até acho funk e pop divertido, mas como entretenimento, não como música.

O que é básico para seguir em frente?

A beleza me motiva. A beleza do dia a dia. Gosto de tudo que se completa ou que causa estranheza, surpresa.

O que é básico para ser inteira?

Minha família, minha liberdade, minha independência.

O que é básico pra você?

Savoir faire. A vida é basicamente isso. É característica essencial de qualquer ser humano.

 

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