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#MeuLadoBasic - Gabriella Paschoal

19/02/2018 16:47

MEU LADO BASIC

GABRIELLA PASCHOAL

Por Mariana Abreu Sodré

 

Gabriella Paschoal não está muito interessada em rótulos ou bordas inflexíveis. Não é empresária de moda, não é jornalista, não é galerista de arte, não é estrategista comercial… simplesmente porque é tudo isso junto e não separado.

De 2012 para cá, se entregou (trabalhar é um verbo insuficiente) a cargos de destaque em empresas expressivas de diversos segmentos. Em seu CV e sua vida estão experiências em marcas de moda, em revista internacional, em galeria de arte e em start-ups focadas em relacionamentos. Atualmente é sócia da Pinga, um espaço dedicado ao design e à liberdade criativa. “Está em fase inicial e por isso é difícil de ser enquadrado, tem moda, tem movelaria, tem design e tudo pode mudar com o tempo, porque, você sabe, os ciclos... A marca irá se moldar com o passar do tempo”. Portanto, não é uma plataforma inovadora, não é uma incubadora criativa ou empresarial, não é uma multimarca.

É que Gabriella não aguenta mais ouvir e ler todas as palavras-chavões que finalizam o parágrafo anterior. Gosta de novidade, embora ame a banda britânica Roxy Music (que é experimental, dos anos 70, performática e, pensando agora, exatamente por tudo isso, sempre nova). Tem predileção pelo que é livre e é intenso e é mutável. Logo, afirma que ama ser mulher. “É uma delícia, gosto dessa coisa do apego, do carinho, de abraçar o mundo, da conexão com o amor. Tem o sofrido, mas é bonito, é forte, é gostoso, tem a ver com estar viva, com se sentir viva”, diz.

E ela se faz presente sempre impecavelmente. “Acho que as pessoas mais bem vestidas, com mais senso de estilo, são aquelas que olham para dentro e não para fora na hora de fazer suas escolhas”, diz. “Fui estudar história do Oriente Médio porque não sabia nada sobre nada da região, que é tão diferente de tudo que conhecemos e vivemos. Sou muito curiosa”. Formou-se na SOAS University of London (Faculdade de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres). E segue em formação e transformação constantes.

QUAIS SÃO SUAS PREMISSAS BÁSICAS?

Podemos deixar essa pergunta mais para o final?

O QUE É BÁSICO NO SEU ESTILO?

Batom vermelho não sei se é básico, mas para mim é (rs). A moda como qualquer manifestação estética tem relação fundamental com a cultura. Amo cinema, amo filme antigo, leio muito, amo música, arquitetura, amo culturas diferentes. Na hora de me vestir tudo isso se reflete nas minhas escolhas. E sou curiosa: gosto de saber do tecido. E tem dias que estou meio tomboy, outros em que estou superfeminina e isso acontece porque me visto sob influência de várias coisas que pipocam na minha cabeça, que estão acontecendo dentro de mim. Eu não usava decotes. Estou adorando. Vou sentindo…

O QUE É BÁSICO NO SEU GUARDA-ROUPA?

Peças vintage que eu compro em viagens e herdo da minha mãe – sempre muito criativa e ligada em design.

O QUE É BÁSICO NA SUA BIBLIOTECA?

Leio bastante, amo História. Então, são os livros de História e as biografias.  Mas não tenho um título que tenha sido mais especial que o outro, ou que eu “sempre volte”.

QUE MÚSICA É BÁSICA NA SUA FORMAÇÃO AFETIVA?

Eu sou bem eclética, então carrego muitas músicas na minha vida e até levo de um para outro momento especial ou marcante que vivo. A (banda) Roxy Music é muito importante para mim, assim como bossa nova e Caetano. Essas eu carrego para sempre.

O QUE É BÁSICO PARA SEGUIR EM FRENTE?

Meus amigos. Tenho a mesma turma desde os três anos de idade. Sei que é raro, que é especial. Sei que tenho sorte.

O QUE É BÁSICO PARA SER INTEIRA?

Meus amigos também.

O QUE É BÁSICO PARA VOCÊ?

Sentir a vida, me sentir viva.

E QUAIS SÃO SUAS PREMISSAS BÁSICAS?

Respeito, humildade, gratidão, verdade.

 

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