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#MeuLadoBasic - Daniela Filomeno

10/04/2018 10:13

#MeuLadoBasic

Daniela Filomeno

Por Mariana Abreu Sodré

E então convidamos Daniela Filomeno, conhecedora de todos os estrelados restaurantes Michelan, para um mundano pastel na feira. E ela adorou. Comunicadora, comandante da revista @versatille, da plataforma @viagemegastronomia e colunista da @revistamenu, a  aclamada foodie nos deu a entrevista que você lê sem muito glamour – de pé, no meio da feira. Mas com gosto.

Ela começa trazendo “U Can’t Touch This”, de MC Hammer, ao papo. Lembra desse som chiclete dos anos 90? Foi por causa do refrão desse hit que Dani arrumou seu primeiro emprego, aos 14 anos. “Queria o CD, pedi ao meu pai, ele sugeriu que eu me virasse para comprar”. Dani seguiu a dica: foi trabalhar como relações-públicas de uma matinê. “Em casa sempre foi assim: vá atrás, mexa-se. Depois de anos trabalhando com festas, aos 19 decidi abrir um bar com uns amigos em Ilhabela. Bebemos todo o lucro, aos 21 estava falida. Meu pai me fez um empréstimo para cobrir a dívida. Fui trabalhar com assessoria de imprensa, já fazia faculdade”, conta. Entrou como estagiária, conquistou o cargo de diretora, saiu de lá à convite de um ex-cliente: João Dória. “Foram quase 20 anos. Aprendi muito com ele”. Conselheira do Winning Woman, da @eybrasil, grupo focado a fomentar o empreendedorismo feminino no país, Dani gosta de falar de trabalho porque gosta de trabalhar. Melhor: ama. “Mas não sou mais workaholic, já fui. Eu era uma outra pessoa”. Nesses supracitado passado recente, Dani não era mãe. “A maternidade fez eu enxergar e viver a vida com outros olhos. Venho de uma família muito unida, de valores bem estabelecidos, de pais presentes”, explica. “E como dizem: nasce uma mãe, nasce uma culpa. É uma experiência linda, porém delicada. Você é um exemplo, tem que estar atenta o tempo todo”.

De Poliana, Dani quase nada tem. Quase. Porque quando ela fala dos dois filhos, dos dois enteados, do marido, dos pais, dos irmãos, dos sobrinhos, até o tom de voz muda. Fica ainda mais doce, mais divertido, encantado. Daí, a preferência por “saias de cintura marcada” fica ultracoerente. Dá para entender? Acho que sim, né? Dani tem cabelos lindos, compridos, que ela solta e prende enquanto fala. E um celular que não para de vibrar. Ela também vibra. “Estou num processo de limpeza. Tirando o que não serve mais na minha vida. Por exemplo: estou cansada dessa obrigação de comer estrelas”, diz ela, referindo-se aos restaurantes celebrados pela crítica. Conta sobre uma viagem que fez com o marido pelo interior da França, da péssima experiência que teve em um restaurante bacanudo, da delícia que foi descobrir as receitas de pequenos produtores locais. Lembra de uma viagem pela Capadócia com uma amiga, elas foram seguindo uma música, que as levou até um casamento supertípico, tornaram-se convidadas, “entramos de penetra, sem querer, e passamos o dia na festa”. Experimentaram todos os pratos e danças, conversaram com as mulheres. “Foi incrível”, define. Certamente as amigas turcas também adoraram a experiência. Acho que, se você rolar para baixo, terá vontade de convidar Dani para sua festa, para a sua roda. Tire a prova.

Quais são suas premissas básicas?

Caráter é essencial para a sobrevivência.

O que é básico pro seu dia a dia?

Café da manhã com a minha família para começar o dia, uma taça de vinho para encerrar. Amor e afeto, basicamente.

O que é básico no seu estilo?

A versatilidade. Tem dia que estou de salto alto e tem dia que estou de tênis.

O que é básico no seu guarda-roupa?

Saia com cintura marcada e peças acinturadas de maneira geral. Eu tenho um corpo de brasileira, essa modelagem me veste bem, eu gosto.

O que é básico na sua biblioteca?

Atualmente é a biografia de Catarina, A Grande. Fomos para a Rússia, voltei mais interessada ainda na história desta mulher.

Que música é básica na sua formação afetiva?

U2 amo desde a infância e já fui a muitos shows. Sou completamente apaixonada pelo João Gilberto, gosto de ouvir quando estou sozinha e nunca consegui ir a um show… ainda.

O que é básico para seguir em frente?

Meu marido é a minha força. Quando não sei o que fazer, ou como fazer, ele me pega pela mão...

O que é básico para ser inteira?

Minha família, sem dúvidas. E a certeza de que “estamos” e que “não somos”, e que somos e não temos. A vida sobe e desce, muda, está em movimento. E definitivamente ter é diferente de ser.

O que é básico pra você?

Respeito. Não dá para sair da cama, de casa sem. Não dá para existir sem respeito.

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